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Marcelo sai do Vaticano com “esperança” numa visita do Papa a Portugal
Audiência privada com Leão XIV incluiu convite para 2027, guerra na Ucrânia e preocupação com os efeitos do mau tempo no país
Por João Naia
Publicado em 02/02/2026 15:56
Vaticano
Marcelo Rebelo de Sousa com o Papa Leão XIV, no Vaticano, 18 de Maio de 2025, para a Missa de início do ministério petrino de Leão XIV. (Foto- site oficial Presidência da República)

O Papa Leão XIV recebeu na manhã de hoje, segunda-feira, no Vaticano, o presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, numa audiência privada que durou cerca de 25 minutos e na qual foram abordados temas como a situação internacional, o impacto da tempestade Kristin em Portugal e uma eventual visita do pontífice ao país.

À saída do encontro, que decorreu no Palácio Apostólico, o chefe de Estado português revelou ter convidado o Papa a visitar Portugal em 2027, por ocasião dos 110 anos das Aparições de Fátima, manifestando esperança numa resposta positiva, apesar de não ter havido um compromisso formal. “Fiquei com esperança”, afirmou, referindo que o pontífice manifestou concordância gestual perante o convite.

Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, a conversa incluiu ainda uma troca de impressões sobre as mudanças políticas em Portugal, a guerra na Ucrânia, a situação europeia e a realidade sociopolítica em vários países lusófonos, como Angola e Moçambique. Questionado sobre a posição do Papa nestas matérias, o presidente considerou que Leão XIV está “alinhado com todos os que estão preocupados com a instabilidade, a imprevisibilidade, a guerra e as suas consequências sociais e económicas”.

O presidente revelou também que o Papa manifestou a sua bênção especial para as vítimas e comunidades afetadas pela tempestade Kristin, mostrando-se surpreendido com o elevado número de municípios atingidos.

A poucos dias do final do seu segundo mandato, o presidente fez também um balanço dos seus dez anos em Belém, abordando temas como a eutanásia e a relação entre a sua fé católica e as decisões políticas, reconhecendo a existência de “clivagens culturais” na sociedade portuguesa em matérias éticas e sociais.

Na tradicional troca de presentes, Marcelo Rebelo de Sousa ofereceu ao Papa uma pintura miniatura portuguesa do século XVII representando Santo Agostinho, um registo religioso da autoria de Branca Franco e o livro Dez anos por Portugal, que reúne imagens dos seus dois mandatos presidenciais.

Após a audiência papal, o chefe de Estado foi recebido na Secretaria de Estado do Vaticano pelo cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado da Santa Sé, acompanhado por D. Richard Gallagher. Em comunicado, o Vaticano destacou o apreço mútuo pelas relações bilaterais e pelo bom relacionamento entre o Estado português e a Igreja, bem como a importância de um compromisso constante em favor da paz, com especial atenção aos países lusófonos.

Durante a sua passagem por Roma, Marcelo Rebelo de Sousa visitou ainda o túmulo do Papa Francisco, na Basílica de Santa Maria Maior, onde depositou rosas brancas. 

Recorde-se que o presidente Marcelo já tinha estado no Vaticano a 18 de Maio de 2025, para a Missa de início do ministério petrino de Leão XIV.

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