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Terminou o Ano Santo 2025: D. Manuel Clemente sublinha momento histórico vivido pela Igreja
Patriarca Emérito destaca a morte de Francisco e a eleição de Leão XIV como momentos mais marcantes do Jubileu
Por João Naia
Publicado em 06/01/2026 14:50
Vaticano
O Papa Leão XIV fecha a Porta Santa da Basílica de São Pedro (Foto - @Vatican Media)

O Patriarca Emérito de Lisboa, cardeal D. Manuel Clemente, afirmou hoje que a morte do Papa Francisco e a eleição do Papa Leão XIV constituíram o “grande acontecimento marcante” do Jubileu, Ano Santo 2025, que terminou esta terça-feira, 6 de Janeiro, com o fecho da Porta Santa da Basílica de São Pedro, no Vaticano, por onde passaram mais de 33 milhões de fiéis e peregrinos ao longo deste Ano jubilar.

Em declarações ao Programa Ecclesia, na RTP2, o cardeal sublinhou o caráter profundamente jubilar das multidões que acorreram a Roma após a morte de Francisco, considerando esse período — do funeral ao conclave — como o momento mais significativo do Ano Santo, por expressar comunhão, esperança e retorno a Deus.

D. Manuel Clemente destacou ainda a centralidade do tema da esperança, escolhido por Francisco na bula "Spes non confundit", considerando-o particularmente pertinente num mundo marcado por conflitos, pobrezas persistentes e uma “guerra mundial em pedaços”. Para o cardeal, o Jubileu reforçou a esperança cristã como virtude “criativa de futuro”.

No encerramento do Ano Santo, durante a homilia da Missa de celebração, que a Rádio Amparo transmitiu em directo, o Papa Leão XIV questionou se a Igreja oferece verdadeiro “acolhimento” ou apenas “monumentos”, alertando contra o risco de transformar a espiritualidade em “negócio”, uma interpelação que, segundo D. Manuel Clemente, permanece decisiva para a vivência concreta da fé.

O Patriarca Emérito recordou ainda momentos relevantes do jubileu, como o Jubileu dos Jovens, e apontou já para 2033, quando se assinalarão dois mil anos da Páscoa de Cristo, que antevê como um Jubileu “extraordinário” para a Igreja e para o mundo.

 

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