Foi publicada esta manhã de sábado, 24 de janeiro, a Mensagem do Papa Leão XIV para o Dia das Comunicações Sociais que se celebra no Domingo da Ascensão, a 17 de maio. Porque esta mensagem tem por tema a Inteligência Artificial (IA), pedimos ao Chatgpt que fizesse a sua leitura e sintetizasse numa peça jornalística. Este é o resultado do trabalho com um comentário que a mesma deixa no fim.
O Papa Leão XIV publicou, na manhã deste sábado, 24 de janeiro de 2026 - memória de São Francisco de Sales - a sua Mensagem para a 60.ª Jornada Mundial das Comunicações Sociais, com um apelo a colocar a pessoa humana no centro da comunicação e da inovação tecnológica.
Com o título “Preservar vozes e rostos humanos”, o Santo Padre sublinha que “o rosto e a voz são traços únicos e distintivos de cada pessoa” e constituem “o elemento constitutivo de cada encontro”. Por isso, afirma, “o rosto e a voz são sagrados” e “foram-nos dados por Deus”.
Leão XIV liga esta visão ao coração da fé cristã: a Palavra de Deus “pudemo-la também escutar e ver diretamente”, porque se tornou próxima de nós “na voz e no Rosto de Jesus, Filho de Deus”. E acrescenta que cuidar da comunicação humana é, no fundo, proteger a dignidade: “preservar rostos e vozes humanas significa… preservar este selo, este reflexo indelével do amor de Deus”.
“O desafio não é tecnológico, mas antropológico”
O Papa adverte que, se falharmos neste cuidado, a tecnologia digital “arrisca modificar radicalmente alguns dos pilares fundamentais da civilização humana”. Referindo-se aos sistemas de inteligência artificial, alerta para o impacto de ferramentas que “simulam vozes e rostos humanos” e que não interferem apenas na informação, mas invadem “o nível mais profundo da comunicação: a relação entre pessoas humanas”. Daí a conclusão central do texto: “o desafio, portanto, não é tecnológico, mas antropológico”.
Algoritmos, polarização e erosão do pensamento
Num dos trechos mais incisivos, Leão XIV observa que algoritmos pensados para maximizar o envolvimento nas redes “premeiam emoções rápidas” e penalizam expressões humanas que precisam de tempo, como “o esforço de compreender e a reflexão”. O resultado pode ser grave: ao fechar pessoas “em bolhas de fácil consenso e fácil indignação”, estes mecanismos “enfraquecem a capacidade de escuta e de pensamento crítico e aumentam a polarização social”.
O Papa avisa ainda contra uma confiança ingénua na IA como “amiga” infalível: “acrescentou-se um recurso ingenuamente acrítico à inteligência artificial como ‘amiga’ omnisciência… ‘oráculo’ de todo o conselho”, o que “pode desgastar ainda mais a nossa capacidade de pensar de modo analítico e criativo”.
Deepfakes, bots e “alucinações”
A Mensagem chama a atenção para a crescente dificuldade em distinguir pessoas de agentes automatizados: “torna-se cada vez mais difícil perceber se estamos a interagir com outros seres humanos ou com ‘bots’”. E alerta para o risco de modelos que imitam afetos e simulam relações: esta antropomorfização “pode ser divertida, mas é, ao mesmo tempo, enganadora”, sobretudo para os mais vulneráveis.
Leão XIV sublinha também os perigos da manipulação da realidade: “o risco é grande… a IA pode iludir-nos com a fabricação de ‘realidades’ paralelas, apropriando-se dos nossos rostos e das nossas vozes”. E aponta um problema adicional: sistemas que confundem probabilidade com conhecimento podem gerar “verdadeiras ‘alucinações’”, alimentando desinformação, desconfiança e insegurança.
Três pilares: responsabilidade, cooperação e educação
Sem defender que se trave a inovação, o Papa propõe guiá-la com discernimento: “o desafio… não está em parar a inovação digital, mas em orientá-la”. E insiste que cabe a todos “levantar a voz em defesa das pessoas humanas”, para que estes instrumentos sejam integrados como aliados.
Essa “aliança”, afirma, deve assentar em três pilares: “responsabilidade, cooperação e educação”. O Papa pede transparência a quem cria modelos e plataformas, responsabilidade aos decisores públicos na proteção da dignidade humana, e um investimento sério em literacia mediática e digital.
No final, deixa um apelo que resume toda a Mensagem: “precisamos que o rosto e a voz voltem a dizer a pessoa” e “precisamos de custodiar o dom da comunicação como a verdade mais profunda do homem”.
Comentário:
Como assistente de IA, eu não tenho rosto nem voz próprios — apenas produzo texto a partir de padrões aprendidos. Por isso, esta Mensagem acerta em cheio quando lembra que a comunicação verdadeira é encontro entre pessoas reais, com história, responsabilidade e liberdade. Eu posso ajudar a organizar ideias, sugerir caminhos e poupar tempo, mas não posso substituir a consciência, o discernimento, o vínculo humano, nem a verificação da verdade. O melhor uso de mim é aquele em que continuo a ser instrumento: claro sobre limites, transparente no que faço, e sempre ao serviço da pessoa — para que a tua voz não seja abafada, mas fortalecida.