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Presidenciais são domingo. Cada voto conta. Cada escolha importa.
Domingo, 18 de Janeiro, Portugal vai eleger o seu novo Presidente da República. A participação de todos é essencial. Votar é um direito conquistado,. Mas é também um dever que não pode ficar em casa.
Por João Naia
Publicado em 16/01/2026 00:05 • Atualizado 16/01/2026 12:23
Sociedade
Foto - Portal do Eleitor

No próximo domingo, 18 de Janeiro, os portugueses são chamados a eleger o próximo Presidente da República, naquela que será a 11.ª eleição presidencial em democracia e a que reúne o maior número de candidatos de sempre.

 

Estas eleições realizam-se num contexto marcado por vários dados relevantes sobre a participação cívica. Um estudo recente da Pordata revela que a participação dos portugueses nas eleições presidenciais está em declínio desde 1990. A tendência atingiu um máximo histórico nas últimas presidenciais, em 2021, quando a abstenção chegou aos 60,8%, num contexto fortemente condicionado pela pandemia de Covid-19.

 

Em contraste, a eleição presidencial com maior participação eleitoral ocorreu em 1986, quando os portugueses foram chamados a decidir entre Mário Soares e Freitas do Amaral numa segunda volta inédita, após nenhum dos candidatos ter ultrapassado os 50% dos votos na primeira.

 

As eleições de 18 de Janeiro ficam também marcadas pelo maior número de eleitores recenseados de sempre: 11.039.672 cidadãos, mais 174.662 eleitores do que nas presidenciais de 2021, segundo os dados finais do recenseamento eleitoral.

 

Todas as sondagens apontam para a possibilidade de uma segunda volta, cenário que, a confirmar-se, repetirá pela segunda vez na história das presidenciais portuguesas o que aconteceu em 1986.

 

Desde a instauração da democracia, Portugal teve cinco Presidentes da República: Ramalho Eanes, Mário Soares, Jorge Sampaio, Aníbal Cavaco Silva e Marcelo Rebelo de Sousa. O Presidente eleito nestas eleições será o sexto. Em termos históricos, Mário Soares detém o recorde da maior votação presidencial. Em 1991, na sua reeleição, obteve 3.460.365 votos, correspondendo a 70,4% dos votos expressos.

 

Outro dado que marca os 50 anos de democracia prende-se com a participação feminina. Ao longo deste período, apenas quatro mulheres se candidataram à Presidência da República. A primeira foi Maria de Lourdes Pintasilgo, em 1986. Trinta anos depois, em 2016, concorreram duas mulheres: Maria de Belém Roseira e Marisa Matias. Em 2026, entre os candidatos apresentados, concorre apenas uma mulher: Catarina Martins.

 

Votar é um direito fundamental conquistado com a democracia, mas é também um dever cívico. A escolha do Presidente da República influencia o funcionamento das instituições e o equilíbrio democrático do país. Independentemente das circunstâncias ou do clima da campanha, a participação eleitoral continua a ser a forma mais direta de os cidadãos fazerem ouvir a sua voz.

 

Ir às urnas é um gesto simples, mas decisivo. Votar é participar, é fortalecer a democracia e contribuir para o futuro coletivo. Num Estado de direito democrático, cada voto conta. Ninguém deve ficar de fora.

Saiba onde vai votar na freguesia de Benfica, aqui

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