As Escolas Católicas estão a enfrentar “um problema premente” de falta de professores e, consequentemente, de lideranças, alertou a Associação Portuguesa de Escolas Católicas (APEC) após um encontro realizado em Fátima, no dia 20 de fevereiro, em parceria com o Secretariado Nacional da Educação Cristã (SNEC), da Conferência Episcopal Portuguesa.
Esta que foi a segunda jornada do ciclo “Escola Católica – Identidade e Futuro” reuniu cerca de 90 participantes de 50 instituições, que analisaram a situação atual do ensino em Portugal e na Europa. De acordo com a APEC – que se afirma como “um espaço de cooperação” entre todas as Escolas Católicas –, entre as 350 sugestões recolhidas num questionário enviado às escolas, destacam-se o reforço salarial, a valorização da carreira docente, a redução da burocracia, o aumento do financiamento estatal, sobretudo, para os contratos de associação e a promoção de práticas éticas de recrutamento.
O encontro abordou também os desafios futuros das escolas católicas, nomeadamente a recorrente escassez de professores, as mudanças curriculares e o impacto da Inteligência Artificial na educação.
O Dia Mundial da Educação Católica será assinalado no dia 14 de maio. Quanto à próxima jornada deste ciclo, a APEC informou que está marcada para 29 de junho, também em Fátima, e vai abordar o tema “Secularização e multiculturalismo”.