Esta quinta-feira, 22 de janeiro de 2026, a Igreja em Lisboa celebra a Solenidade de São Vicente, padroeiro principal da cidade e da Diocese de Lisboa. A Missa solene tem início às 19h00, na Sé Patriarcal, e será presidida pelo Patriarca de Lisboa, D. Rui Valério.
A Rádio Amparo fará a transmissão em direto, permitindo acompanhar a celebração à distância. A emissão pode ser seguida no site www.radioamparo.pt, bem como através da webapp e das aplicações da Rádio Amparo (iOS, Android e PC).
Quem é São Vicente
São Vicente (Vicente de Saragoça) foi diácono e a tradição refere-o como mártir em Valência, por volta do ano 304, no contexto da perseguição do imperador Diocleciano. A sua memória litúrgica é celebrada a 22 de janeiro.
A ligação a Lisboa e as relíquias na Sé
Em Lisboa, o culto a São Vicente está ligado à trasladação das relíquias para a cidade no século XII, tradição que atribui a iniciativa a D. Afonso Henriques. Há registo de que as relíquias ficaram guardadas na Sé a partir de 16 de setembro de 1173.
A mesma tradição está também na origem de um dos símbolos mais conhecidos de Lisboa: a nau acompanhada por corvos, imagem presente na heráldica da cidade, associada à viagem das relíquias até à Sé.
Renovação das promessas diaconais e homenagem ao Diácono Armando Dilão
A celebração deste ano fica ainda marcada por dois momentos significativos para o diaconado permanente no Patriarcado de Lisboa:
A Renovação das promessas diaconais da Ordenação, pelos diáconos permanentes da diocese, como é costume no Patriarcado desde 2015 e a homenagem ao Diácono Armando Dilão, antigo funcionário da Chancelaria Patriarcal, recentemente cessante nas funções que desempenhou ao longo de cerca de 30 anos.
Numa carta enviada aos diáconos permanentes, o delegado do diaconado permanente na diocese, Diácono Duarte João, explica que, com a anuência do Patriarca, no final da Missa, antes da bênção, será entregue ao Diácono Armando Dilão uma lembrança como sinal de gratidão e reconhecimento, sublinhando de modo particular os 23 anos (1997–2020) em que assumiu a missão de Coordenador e Delegado dos diáconos permanentes do Patriarcado, exercida “de forma tão solícita, generosa e competente” e da qual tantos beneficiaram.