Ouvir rádio

Pausar rádio

Offline
MENU
https://public-rf-upload.minhawebradio.net/210514/slider/b99d67793256cfbddec44e4649f86e9f.png
https://public-rf-upload.minhawebradio.net/210514/slider/c347996ee91e763a0f420233f3dd48ff.jpg
https://public-rf-upload.minhawebradio.net/210514/slider/9477c8e2e424ca111ea91332c39628c5.png
Humanização da Medicina: quando cuidar é também escutar
Programa da Rádio Amparo sublinha a importância da saúde mental e da formação empática dos jovens profissionais de saúde.
Publicado em 30/04/2026 17:38 • Atualizado 30/04/2026 21:34
Rádio Amparo

Na mais recente entrevista do programa “Vidas que Iluminam”, da Rádio Amparo, o tema da Humanização da Medicina traz ao estúdio uma conversa profundamente inspiradora e necessária. Num tempo em que a saúde parece, tantas vezes, marcada por números, protocolos e pressões económicas, importa regressar ao essencial: a pessoa humana.

 

Os convidados do programa que vai ser transmitido na terça-feira, 5 de maio, às 22h00, foram o Dr. Fernando Ramalho, médico gastroenterologista, antigo professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa e figura de referência no Hospital de Santa Maria, e o engenheiro Fernando Oliveira, assistente espiritual na Casa de Saúde São João de Deus, em Telheiras. Vindos de percursos diferentes, encontram nesta conversa um terreno comum: a empatia, a fé e a escuta.

 

Ao longo de cerca de 40 minutos, na conversa moderada pela jornalista Inês Costa Nunes, fala-se do que significa verdadeiramente humanizar a medicina: olhar para além da patologia, reconhecer a história, o sofrimento e a esperança de cada doente, e compreender que cuidar é mais do que tratar. O médico Fernando Ramalho reflete sobre o papel das escolas médicas na formação de profissionais competentes, mas também compassivos. Já Fernando Oliveira recorda que a escuta pode ser também um gesto de cura, abrindo espaço à dimensão espiritual tantas vezes esquecida nos contextos de sofrimento.

 

A conversa conta ainda com o testemunho de Danielle Russo, que partilhou a sua experiência de doença e esperança e  participa ainda a médica psiquiatra e professora universitária, Maria João Heitor, que sublinha a importância da saúde mental e da formação empática dos jovens profissionais de saúde.

 

Num diálogo sereno, profundo e cheio de humanidade, cruzam-se ciência e fé, razão e emoção, técnica e presença. Num tempo em que tanto se fala das dificuldades nos cuidados de saúde, esta reflexão deixa um apelo urgente: a medicina é, antes de tudo, um gesto de cuidado e de amor ao próximo.

Comentários