A Conferência Episcopal Portuguesa manifestou a sua “plena comunhão e solidariedade” com o Papa Leão XIV, atualmente em viagem apostólica a África, destacando o seu papel na defesa da paz e na denúncia da corrupção.
A posição consta do comunicado final da 214.ª Assembleia Plenária da Conferência Episcopal, que decorreu em Fátima, onde os bispos sublinham o testemunho do Papa como “peregrino da paz”, num contexto internacional marcado por tensões e conflitos.
No documento, a Assembleia refere que Leão XIV tem recorrido “à autoridade do Evangelho” para desafiar não apenas os crentes, mas todas as pessoas, a construir caminhos de diálogo, reconciliação e fraternidade, assentes na justiça e na dignidade humana.
As intervenções do Papa em favor da paz ganharam particular destaque na opinião pública internacional depois das críticas que lhe foram dirigidas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Em declarações aos jornalistas, o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, D. Virgílio Antunes, explicou que a tomada de posição dos bispos tem em conta “os acontecimentos dos últimos tempos”, indo além das declarações do chefe de Estado norte-americano.
“Estamos todos preocupados, muito preocupados com as questões das guerras”, afirmou o bispo de Coimbra, referindo conflitos como os da Ucrânia, do Médio Oriente e de outras regiões do mundo.