Na noite de 26 de março, o Patriarca de Lisboa, D. Rui Valério, presidiu à Vigília de Oração pela Paz, na Basílica da Estrela, promovida pelo Patriarcado, sob o lema “Dai-nos a Vossa Paz”. O evento reuniu fiéis, autoridades civis e militares para momentos de silêncio, testemunhos, leitura da Palavra de Deus e adoração do Santíssimo Sacramento, em solidariedade com as vítimas da guerra
D. Rui Valério destacou a importância de não esquecer as populações afetadas pelos conflitos armados, citando um apelo do bispo do Chipre para que os cristãos mantenham essas pessoas presentes nas suas orações. O Patriarca começou por lembrar as palavras de Martin Luther King, o ativista norte-americano – “Mais do que estar preocupado com a maldade dos maus, o que o preocupava era a indiferença dos bons”, referiu D. Rui.
Na homilia, sublinhou que a verdadeira paz nasce da transformação interior, afirmando que “a guerra pertence ao reino das sepulturas” e que a paz será possível quando a humanidade se renovar no coração. Explicou ainda o significado bíblico da paz como “a bênção das bênçãos”, essencial para o desenvolvimento e a vida.
D. Rui Valério incentivou dois gestos simples para promover a paz: a oração e a memória das vítimas da guerra. Durante a vigília, os participantes receberam nomes de pessoas reais que vivem em zonas de conflito a fim de orarem por elas, e a oração abrangeu populações do Irão, Iémen, Médio Oriente, Ucrânia, vários países africanos, Moçambique, Myanmar, entre outros. A concluir, D. Rui Valério reforçou que cada pessoa pode contribuir para a paz, de onde destacou o papel dos militares presentes.
A Vigília, que surgiu como resposta ao apelo do Papa Leão XIV para ações concretas em favor da paz, contou com a presença do pároco da Estrela, Cónego Duarte da Cunha, e com o testemunho do general Lemos Pires, que partilhou experiências vividas em missão militar no Afeganistão. Presentes, estiveram ainda, nesta iniciativa do Patriarcado de Lisboa, o Núncio Apostólico em Portugal, D. Andrés Carrascosa Coso, o Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, a Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, um representante do Ministro dos Negócios Estrangeiros e outro da Defesa Nacional, o líder parlamentar do CDS-PP, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, diversas autoridades militares, D. Isabel de Bragança e o filho D. Dinis, da Casa Real Portuguesa, representantes de outras Igrejas cristãs, como da Igreja Lusitana, da Anglicana e ainda da Ortodoxa, entre outros.