O patriarca de Lisboa, D. Rui Valério, afirmou que a vida contemplativa é um antídoto para a “cultura da pressa” que marca a sociedade contemporânea, durante a Missa de abertura do Ano Jubilar Concepcionista, celebrada neste domingo, 18 de Janeiro, no Mosteiro das Irmãs Concepcionistas.
Na homilia, divulgada pela Agência ECCLESIA, o patriarca alertou para o risco de o ser humano se tornar “ausente de si mesmo” numa sociedade dominada pela aceleração e pela urgência constante, sublinhando que a clausura não representa um afastamento do mundo, mas antes a forma “mais radical de estar presente nele”.
D. Rui Valério apresentou as religiosas contemplativas como “sentinelas da Luz” e “videntes do invisível”, chamadas a discernir a presença de Deus no meio do “barulho das ideologias” e das “pressas entrópicas” do mundo atual. Inspirado na figura de Santa Beatriz da Silva, fundadora da Ordem, destacou a dimensão profética de quem vive “embebido da luz de Maria”.
A celebração assinalou o centenário da beatificação e os 50 anos da canonização de Santa Beatriz da Silva e integrou a abertura do Ano Jubilar Concepcionista, cuja celebração nacional teve início a 4 de Janeiro, em Campo Maior.
Na conclusão, o patriarca apelou a que este tempo jubilar seja vivido como um convite à redescoberta da “atenção ao real” e da “estabilidade do coração”, desejando que a luz da vida contemplativa revele, para além das paredes do convento, “o esplendor de quem foi enxertado na eternidade”.